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Rafael Dourado

Contratação

Contratar programador pleno: CLT, PJ ou por projeto

Quem pesquisa por programador pleno geralmente está a um passo de abrir uma vaga. Vale gastar cinco minutos antes, porque contratar é só uma das três formas de resolver o problema, e nem sempre é a mais barata nem a mais rápida.

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Júnior, pleno e sênior: a diferença não é tempo de casa

  • Júnior executa tarefa bem definida e precisa de alguém revisando
  • Pleno resolve sozinho um problema inteiro, desde que o caminho já esteja escolhido
  • Sênior escolhe o caminho, e responde pela consequência de ter escolhido errado
  • Por isso um time só de plenos trava: sobra quem executa e falta quem decide
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O custo de um CLT não é o salário

Na conta cheia entram encargos, férias, décimo terceiro, FGTS, benefícios, equipamento, a hora de quem recruta e o tempo até a pessoa nova produzir de verdade. O mercado costuma trabalhar com algo perto do dobro do salário, mas o número exato depende do seu regime tributário e da convenção coletiva, então confirme com o seu contador antes de comparar com qualquer proposta. E existe um custo que ninguém coloca na planilha: contratar errado custa a rescisão mais os meses perdidos.

Cuidado com o atalho do PJ disfarçado

Contratar uma pessoa para trabalhar como empregado, com horário e subordinação, mas pagando por nota fiscal, é risco trabalhista real: o vínculo pode ser reconhecido depois, com os encargos todos somados e corrigidos. Isso é diferente de contratar uma empresa para entregar um projeto com escopo, prazo e autonomia técnica, que é uma relação de fornecedor como qualquer outra. Se o que você precisa é de alguém sentado no seu horário, sob sua chefia, o caminho honesto é a CLT.

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Quando cada caminho ganha

  • CLT: há trabalho técnico o ano inteiro e alguém sênior para liderar quem chega
  • Alocação mensal com fornecedor: o produto é contínuo e a prioridade muda toda quinzena
  • Projeto fechado: o escopo dá para escrever antes, e você quer saber o preço final agora
  • Nos dois últimos, o conhecimento fica documentado no seu repositório, não na cabeça de quem sai

Dúvidas

Perguntas frequentes

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Quantos anos de experiência tem um programador pleno?

Não existe régua oficial. O mercado costuma falar em três a cinco anos, mas o que define é o que a pessoa resolve sozinha: se precisa de alguém revisando cada entrega, é júnior com outro nome, independentemente do tempo de carteira.

Sai mais barato contratar PJ em vez de CLT?

Na planilha do mês, parece. No risco, não: se a relação tiver horário, subordinação e exclusividade, é vínculo de emprego mesmo com nota fiscal, e a conta pode voltar depois inteira. Fornecedor que entrega projeto com escopo próprio é outra coisa, e aí não há esse risco.

Preciso de alguém disponível todo dia. Projeto fechado resolve?

Não, e eu diria isso na primeira conversa. Demanda diária e imprevisível pede alocação mensal ou contratação direta. Projeto fechado é para quando dá para escrever o que precisa ser entregue.

Você trabalha por alocação mensal?

Trabalho. É o formato certo quando o produto é contínuo e a prioridade muda a cada sprint. Escopo fechado quando o problema está delimitado e você quer preço final. Os dois com contrato e nota fiscal.